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Descubra o que é efeito chicote na logística

11 de dezembro de 2017
Gestão de Frotas

Uma das principais funções da área logística é garantir o correto abastecimento da produção, bem como realizar o envio de produtos para o cliente final. Além disso, atender o prazo de entrega é extremamente relevante para o sucesso de toda a operação. Porém, a cadeia de suprimentos pode estar sujeita a erros relativos ao planejamento de compras e a antecipação da demanda. Esse fator é conhecido como efeito chicote e tem potencial para causar problemas que afetam toda a linha de produção e impactam na lucratividade.

Os gestores devem saber como superar esse obstáculo e assegurar a alta performance da empresa. Continue com a leitura deste artigo e conheça mais.

O que é o efeito chicote?

Uma das principais tendências no que diz respeito à gestão de armazéns é manter os níveis de estoque baixos e planejar o reabastecimento conforme a necessidade da produção e o volume de vendas estimado.

Para que esse processo aconteça de maneira correta, o gestor deve ter visibilidade de toda a cadeia de suprimentos. As informações mais importantes são as previsões de vendas, andamento do processo de compras e a capacidade produtiva para definir quais são os níveis ideais de produção e volume de estoque.

O efeito chicote ocorre quando essas informações não estão claras ou apresentam inexatidão. No mercado consumidor, o volume de demanda nem sempre vai se alinhar à oferta. Esse é um fenômeno difícil de prever e pode ter impacto no desempenho financeiro da empresa.

Tal imprevisibilidade ficou conhecida como Bullwhip Effect, ou seja, efeito chicote, e pode ser observado quando a quantidade de insumos adquiridos para abastecer a fabricação não corresponde à demanda de produtos para suprir o mercado consumidor.

Como pode afetar a sua empresa?

Esse é um problema que não fica restrito somente à logística, mas também pode afetar as áreas de suprimentos, contábil, vendas e atendimento ao cliente.

Dois cenários podem ocorrer quando o efeito chicote impede a visibilidade de toda a cadeia. O primeiro deles é que a empresa produz mais mercadorias do que a demanda é capaz de adquirir, o que gera um excedente de estoque. Nesse caso, incorrem elevados custos de armazenamento e a perda de oportunidades devido aos produtos parados na prateleira.

Já a situação oposta, de escassez de mercadorias, resulta em redução do volume de vendas, pois não há produtos suficientes. Os preços também podem aumentar por conta do número restrito de itens, bem como gerar insatisfação do cliente. A causa desse contratempo é a imprevisibilidade do comportamento do consumidor e dos fatores que compõem a demanda.

Ambos os casos são indesejáveis e devem ser evitados. Além desses desafios, as empresas estão sujeitas a:

  • alto período de lead-time, causando dificuldades no abastecimento e a realização de compras emergenciais;

  • elevado nível de indisponibilidade de produtos;

  • custos extras com transporte de produtos para atender a demanda variável;

  • enfraquecimento do relacionamento com fornecedores, devido ao volume de compras inconstante e necessidade de entregas mais ágeis;

  • redução do controle sobre os pedidos e atrasos nas entregas.

Como contornar o efeito chicote?

Coordenação é a palavra-chave para combater a repercussão do efeito chicote.  É necessário conectar os setores e empresas envolvidos para estimular o intercâmbio de informações. Esse esforço resulta na identificação de padrões de demanda e planejamento da oferta de acordo.

1. Realizar a previsão adequada de demanda

Toda estratégia voltada para estabelecer o volume produzido e a quantidade de produtos em estoque deve considerar a previsão da demanda. Não há uma fórmula que seja viável para todos os tipos de empresa, mas é possível prever alguns fatores e utilizá-los como base.

É importante ressaltar que os dados analisados devem ser precisos para resultar em uma estimativa apurada. Um estudo da demanda do ano anterior pode ser um bom ponto inicial, porém, deve ser complementado com relatórios dos demais componentes da cadeia, como distribuidores e varejistas.

2. Trabalhar com estoques reduzidos

Reduzir os estoques é uma das melhores formas de proteger as finanças da empresa e evitar produtos encalhados. Uma das formas que o efeito chicote atua é causando a ilusão de que há escassez de insumos, o que resulta no aumento da margem de segurança para o caso de imprevistos.

Assim, o fabricante efetua pedidos maiores para suprir essa necessidade. Esse fenômeno afeta toda a cadeia, desde o varejo, que aumenta o seu estoque para prevenir possíveis faltas. O distribuidor faz o mesmo e amplia a quantidade de lotes encomendados à indústria.

A indústria, por sua vez, compra mais insumos para produzir mais mercadorias e atender a expectativa de aumento da demanda. Se essa situação não se concretiza, por um erro de previsão, todos os elos são afetados e, significativamente, sofrem perdas.

3. Evitar variações nas políticas de preço

O varejista considera seus custos operacionais e sua margem de lucro para a formação dos preços. Contudo, o mercado consumidor pode reagir positivamente ou negativamente no momento de realizar suas compras. Embora a adoção de promoções e descontos seja importante para aumentar as vendas, o fabricante pode não ter condições produtivas de atender essa demanda sazonal, o que resultará em falta de produtos nas prateleiras.

O ideal é variar menos na composição dos preços e tentar manter a demanda uniforme. Essa estratégia exige coordenação e comunicação de toda a cadeia para alcançar resultados satisfatórios.

4. Analisar a demanda do ponto de vista do consumidor final

A principal fonte de informação está contida no próprio cliente e seu padrão de consumo deve ser estudado. Em geral, uma análise do volume de compras dos anos anteriores fornece uma boa base, mas não deve ser complementado com variados modelos de gestão e previsão de vendas.

5.  Incentivar a integração entre os elos da cadeia

O efeito chicote é a manifestação da falta de previsão da demanda de produtos. Quando esse controle é ineficiente, uma pequena alteração no volume de vendas pode motivar o aumento exponencial do estoque do fabricante.

Essa inconsistência entre a demanda real e a prevista pode ser evitada quando os elos da cadeia de suprimentos estão interligados e compartilham informações para tornar a tomada de decisão mais precisa.

Por fim, o alinhamento de estratégias voltadas para um objetivo comum propicia ferramentas que resultam em maior capacidade de prever o efeito chicote e reagir adequadamente. Isso leva à redução de custos e maior estabilidade no volume de pedidos e rentabilidade.

O processo de armazenagem é vital para que sua empresa alcance eficiência em sua logística. Então, que tal também entender sobre a importância do layout do armazém?

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